segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cazuza eternizou a frase: “O tempo não para”. E o tempo é algo impressionante. O acento de “pára”, o tempo levou. O ano de 2010, o tempo levou. Até o vento, o tempo levou.
Termino o ano com uma sensação de dever realizado, de prestígio alcançado, de sonhos concretizados, de valorização pessoal e profissional. Não fiquei esperando que alguém fizesse por mim. Fui lá e fiz. Mas também não conquistei NADA sozinho porque não estamos sozinhos. Atraímos tudo pela forma que fazemos. E graças ao bom Deus, tenho ao meu lado pessoas maravilhosas, momentos inesquecíveis e força para continuar.
Mais um ano chegando. Um novo começo. Façamos dele um momento de orgulho para celebrar no final. Obrigado a todos que estiveram ao meu lado em 2010. Bem vindos os que estiverem ao meu lado em 2011. Força. Fé. Amor. Sabedoria. Saúde a todos para 2011.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Água é fonte de vida. Ignorância é fonte de morte.
Eis o desastre. Mais um. De novo.
Mas nada novo na cidade maravilhosa.
2010 é ano de eleição, é ano de Copa.
No fim de maio, só ouviremos a "bumba" da alegria.
A de Niterói ficará guardada nos arquivos, ou engavetada com projetos de lei "sérios".
Quem vai querer lembrar de enxurradas, desabamentos, enchentes, soterrados ou mortos ?
Tudo ficará para trás. Devidamente IGNORADO.
Os nossos "prazeres" estarão em cada gol. Em cada gole de cerveja.
Procurar culpados para as tragédias desta ocasião é mera formalidade. Todos sabem fazer isso.
O difícil é exigir de todos que cumpram, tão somente, a sua parte.
Onde começa a ignorância de tudo isso ?
Por onde se alastra esta ignorância ?
Falar mal dos políticos já passou de ser redundante faz tempo.
Quem os colocou lá ?
Quem continua votando neles ?
Quem faz algo DE VERDADE para combater a "cretinice" dos seres "desumanos" conhecidos como políticos ?
Quem acredita neles ? E nós ? Onde está a nossa atitude ? Onde estão os nossos atos ?
Mais de 200 pessoas morreram só desta vez.
Quantas delas optaram pelos estudos para adquirir uma situação melhor de vida ?
Quantas delas não se contentaram com uma casa num lugar arriscado só para ter um lar ?
Quantas delas tiveram uma oportunidade de mudança ?
Planejamento familiar, situação econômica básica, higiene, EDUCAÇÃO.
A sociedade brasileira está viciada em erros, contaminada por "heranças" ignorantes.
Continua fazendo filhos atrás de filhos sem ter a mínima condição do sustento próprio.
Segue aceitando "esmolas" em troca de votos, em troca de silêncio, em troca de sua perda de cidadania.
Ignora solenemente as vozes que, timidamente, sussuram por mudanças.
Aumentam o volume do "batidão" e não sabem ler o que está nos contratos assinados pela mídia, pelos economistas, pelos donos de ONGs, pelos "demagogos de plantão".
Apoiam a "ECA" e seguem expelindo pela boca uma "igualdade" completamente desigual.

Enquanto o "Jornal Nacional" explorava o "encanto" da pequena Laura, eu me questionava: "Será que a declaração do presidente Lula, inconformado por ter sido condenado pelo Supremo, não revela indícios de uma "ditadura branca" no Brasil?"

Estamos boiando. O que poderia servir para sustentar, para elevar, para desenvolver, está nos afogando. Estou com sede de alguma coisa.

E a última entrevista que assisti no "Jornal da Record", me fez começar a não sentir mais fome. Questionado sobre a necessidade de abandonar uma casa que está com riscos seríssimos de ser devastada por um "mar" de terra e lama prestes a desabar do morro, um rapaz disse: "- Só saio daqui arrastado. Aqui estão as minhas raízes."

Se eu pudesse, gritaria em seus ouvidos: "Oh, imbecil ! A força de um desmoronamento é capaz de arrancar as suas raízes e acabar com os seus frutos."

A IGNORÂNCIA LEVA À MORTE !

Mas o Ministério da Saúde jamais dirá isso.

AMÉM !

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Você se lembra quando o mundo celebrou a chegada do ano 2000?
Foi um ano novo especial. Único.
Dez anos se passaram. E você já percebeu isso?
Quantos sorrisos de alegria e lágrimas de tristeza você derramou?
Quantos projetos foram realizados e quantos você abandonou?
Quantos amores perdidos ficaram pelo caminho e quantos outros você conquistou?
Quanto tempo foi desperdiçado e quanto tempo você aproveitou?
O mais importante depois destes 10 anos é colher os frutos de tudo que você cultivou.
As experiências que você julga não terem dado certo não existiram à toa. Elas servem de lição, aprendizado.
Tudo que fez você feliz deve ser repetido, resguardado, explorado.
Com certeza, você é uma outra pessoa.
Se ainda não se tornou o que tanto quer, continue, persevere, reveja conceitos. Se alcançou objetivos, não se acomode! Busque outras metas. Crie novos desafios.
O que vivemos é um PRESENTE.
O passado contou a história que um dia planejamos para o futuro.
Para 2010, desejo muitos sorrisos. Afinal, quem sorri tem algo bom para contar.
Oswaldo Ferrero

terça-feira, 28 de julho de 2009

Destino Feminino

Oh, Deus !
Por que não me fizeste rica, poderosa, inacessível;
ao invés de bonita, gostosa e irresistível ?
Por Suraia Trajtenberg

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Liquidação de amigos

Eis que surge mais uma valiosíssima data a ser comemorada comecialmente. Depois do dia dos pais, do dia das mães, do dia das crianças e do dia dos namorados, surge o dia dos amigos. Esse ano você já comprou um presentinho para ele ? Não ? Relaxe e prepare-se para 2010. Se você ousar esquecê-lo, as propagandas farão o “favor” de lhe lembrar.
Se alguém notar um tom sarcástico neste texto, não estranhe. É original. Tenho o direito de refletir sobre esta insistência insana, e que me parece um tanto “paradoxal”, de comemorar a amizade num momento em que o mundo está cada vez mais E-GO-ÍS-TA (assim mesmo, separado por sílabas). Soa como hipocrisia criar um clima de “amistad” quando as pessoas estão pouco se importando para qualquer coisa.
Porém, para tudo existe uma explicação. O dia 20 de julho foi criado para saudar, mais uma vez, o grande amigo, camarada, companheiro do homem atual: o dinheiro.
Os cães devem estar deprimidos diante dessa nova “ordem mundial”.
Falta-me um pouco de inspiração ou paciência para desenvolver este tema mas não poderia deixar passá-lo em branco.
Não espere o próximo 20 de julho para dizer ao seu amigo que ele é um irmão, uma irmã para você. Pegue o telefone e faça isso. Mande um e-mail, um torpedo, um bilhete escrito. Essa necessidade que inventaram de trabalhar para ganhar mais dinheiro acaba nos afastando daqueles por quem criamos um carinho, um amor, uma amizade mútua. E não é um simples “dia do amigo” que fará o serviço.
A vida é corrida, sim. O tempo é escasso, sim. Mas não há prazer maior que rever uma pessoa querida. A qualquer hora, em qualquer lugar, como for...
Amigo que é amigo de verdade, não liga para presente.
Ele liga é para a sua presença.
Portanto, do jeito que for, apareça.

sábado, 2 de maio de 2009

Foto: Guto Veneno (Arraial do Cabo)
“Verá que a felicidade não é um sonho que esperamos que um dia aconteça, mas que ela existe e está todos os dias ao alcance de nossa mão.”
Anônimo

Após redescobrir este texto, guardado por anos em minha pasta de escritos, achei o tom ideal para falar da felicidade. Permitir-me-ei desabafar sorrisos e alegrias. Boas lembranças. Sonhos de fatos reais. Afinal, felicidade é algo simples. Felicidade é ser feliz.
Ser feliz é escrever um belo texto.
Ser feliz é completar um passo de dança.
Ser feliz é cantar e dançar na chuva.
Ser feliz é cantar alto “aquela” música.
Ser feliz é sentar na beira do mar e buscar o horizonte.
Ser feliz é receber um elogio por algo que deu trabalho para ser feito.
Ser feliz é beber um copo d’água bem gelado quando o calor é absurdo.
Ser feliz é tirar nota máxima numa avaliação difícil.
Ser feliz é completar dez quilômetros.
Ser feliz é chorar de emoção.
Ser feliz é comemorar os gols de seu time do coração (Mengoooooo !!!)
Ser feliz é ver a sua festa de aniversário “bombando” com os velhos e novos amigos.
Ser feliz é ouvir de sua mãe: “Eu faria tudo de novo por você.”
Ser feliz é receber uma ligação de quem menos se espera.
Ser feliz é não parar de rir daquela piada.
Ser feliz é acabar com um pacote de biscoito, com um pote de sorvete ou com os dois juntos.
Ser feliz é fazer um programa de índio e depois dizer: “Putz! Que merda, hein?”
Ser feliz é tomar sol na praia ou na laje.
Ser feliz é observar, com olhos de caçador, a mulher que desfila pela rua e, depois, concordar com o amigo ao lado, que também havia observado, que ela era “sensacional”.
Ser feliz é ouvir “Eu te amo”.
Ser feliz é dizer “Obrigado”.
Ser feliz é viajar para qualquer canto.
Ser feliz é ficar num canto, calado.
Ser feliz é se ver com o corpo sarado.
Ser feliz é chegar ao orgasmo.
Ser feliz é bater um bom papo.
Ser feliz é não sentir cheiro de cigarro.
Ser feliz é ouvir uma bela oração.
Ser feliz é conversar com Deus.
Ser feliz é apertar a mão.
Ser feliz é poder caminhar.
Ser feliz é ter ar para respirar.
Ser feliz é ficar sem fôlego de tanto se emocionar.
Ser feliz é nascer, crescer e morrer.
Ser feliz é viver.
Por mais que façam de tudo, a cada dia, com que esqueçamos que existe beleza em nossas vidas, e tentem a todo custo nos maltratar, há sempre um Deus disposto a nos lembrar que o que temos de mais importante é nossa vida. E isso já bastaria para que fôssemos sempre felizes.
PS. : O QUE É SER FELIZ PARA VOCÊ ?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quanto vale o show ?

Muitas pessoas que me conhecem vão estranhar e muitas vão entender o tom deste novo texto. Que a vida não anda fácil, já não é novidade para ninguém, mas esta última semana foi difícil, “HARD” mesmo. Coloquei à prova tudo que sou, tudo o que acredito e tudo que quero. Talvez não seja capaz de transmitir em palavras os enormes sentimentos de frustração, ódio e desesperança que se propagam pela minha mente reduzindo meus quase 32 anos de vida a uma pergunta vaga, complexa e ainda sem resposta: Vale a pena ?
O que desencadeou esta revolta foi o valor que o programa do imposto de renda me mostrou após um rascunho de minha declaração. Inacreditáveis QUATRO MIL REAIS. Não vou lançar fatos e questões óbvias. Sei que muitos amigos e leitores pagam até mais que este valor. O que me deixou verdadeiramente MAL, com dor de cabeça e vontade de abandonar tudo foi a sensação de injustiça. SIM ! INJUSTIÇA !
Por que o deputado paga a passagem da Adriane Galisteu com os meus R$ 4000,00 ? Por que os ministros pagam passagens aéreas para suas famílias com os meus R$ 4000,00 ? Por que a vereadora Lucinha cria o “Bolsa-Invasão” para pagar invasores e criadores de favela com os meus R$ 4000,00 ? Por que o Obama chama o Lula de “O CARA” e ele, o Lula, “O CARA”, viaja para lá e para cá bancado pelos meus R$ 4000,00 ?
Você pode não acreditar mas eu sou um cara HONESTO. Sou um professor da rede particular e tenho minha carteira assinada, “bonitinha”, com direito a todos os descontos que me são impostos. Como professor da rede pública, estou longe daquela visão que a sociedade tem, ou faz, do funcionário público bonachão e desinteressado. Trato meus alunos com carinho e, muitas vezes, além do que lhes é dado por seus pais ou responsáveis. Cobro, digo NÃO, ajudo, ouço, estimulo, procuro fazer com que acreditem que estudar dá futuro. E tento mostrar que entrar para a bandidagem ou vagabundagem não dá, sequer dignidade. Como cidadão, não jogo papel de bala no chão, ajudo idosos e cegos a atravessar a rua, não mijo nas paredes e muros, e até devolvo trocos dados a mais.
Não faço filhos como um coelho para ganhar Bolsa-Família e depois jogá-los em creches públicas, ou pior, em sinais para pedir esmola com bolas de tênis ou limão; não crio barracos nas encostas, não destruo árvores, não impeço as passagens dos pedestres nas calçadas com carros e motos ou entregando panfletos e colocando barracas para vender “coisinhas”. Me esforço para não comprar nada pirata por causa dos elevados preços de artigos originais. Baixo músicas na Internet mas continuo comprando cds e dvds nas Lojas Americanas. Enfim, faço de tudo para ser um bom cidadão, um bom brasileiro.
E o que recebo em troca ? R$ 4000,00 de imposto a pagar. Se ganho em torno de dois mil reais líquidos, talvez deva abrir mão do aluguel ? Do condomínio ? Do mercado ? Do telefone, luz, televisão e celular ? Do plano de saúde ? De um resquício de prazer e lazer ?
Dói em minha alma perceber que ao me tornar um pouco inteligente, ter um pouco de senso crítico e uma boa dose de honestidade, tornei-me um excluído pelo sistema atual.
Um jovem que freqüenta a escola, não estuda e tem uns 2 ou 3 filhos merece a ajuda do governo. Um empresário que constrói fortuna de forma questionável e é flagrado em atitudes suspeitas por escutas telefônicas, não só é ajudado pelo governo, como é tratado como vítima. Eu... Bem, eu terei que pagar R$ 4000,00 de imposto de renda ao Governo Federal.
Como eu gostaria de lutar contra isso. Com idéias, palavras, até armas e guerra se fosse preciso. Cheguei a pensar em fazer um cartaz para mostrar minha indignação no Maracanã. Mas caí na real e percebi que a maioria dos presentes não entenderia a minha revolta. E, de repente, algum engraçadinho que sonegou o imposto poderia gritar: “Isso aí, otário !”.
Quando penso na pergunta que me assola _ “Valeu a pena ?” _ uma palavra ronda o meu inconsciente: “otário”. Realmente estou confuso. Gostaria de fugir daqui. Mas é difícil quebrar um “concreto armado”.
Meu nome é Oswaldo. Sei muito bem quem sou. Mas não faço a menor idéia do que estou fazendo aqui. Se a vida é um show, esse é o preço que tenho que pagar por ela ? Sinto muita falta de um espírito revolucionário. Não me vendo por R$ 4000,00. Mas hoje faço um profundo questionamento sobre isso.
Os: Este não é um texto suicida. Vou seguir enfrentando a vida. Só não sei como.